Discografia
Faixas
A primeira canção do disco e a última a ser escrita. Uma tempestade que se anuncia antes de rebentar — a ansiedade como som antes de ser palavra.
Equilíbrio impossível. Escrita numa noite em que tudo parecia estar a cair ao mesmo tempo. A corda bamba não é metáfora — é o lugar onde vivemos.
A sensação de ser levado sem escolher a direcção. Influência do fado mais crua — não a saudade bonita, a saudade que doi.
A canção mais antiga do disco. Escrita em 2016, gravada como estava. Não lhe tocámos — havia algo naquele fio partido que era verdadeiro.
Depois de tudo cair, encontras o chão. Não é derrota — é o sítio de onde voltas a levantar. A canção mais directa do álbum.
Dissociação. A sensação de estar presente e ausente em simultâneo. A secção de guitarra de João é o centro gravitacional desta.
Sobre vir de Loures e não ter vergonha disso. Identidade periférica. Rock como linguagem de um lugar que raramente se ouve nas rádios.
A última faixa e a resposta à primeira. Não é redenção fácil — é a memória de que já houve luz antes. E que pode voltar.